Associação Brasileira de Bancos lança instituto para debater blockchain e ativos digitais

Pedro Augusto
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A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) anunciou, nesta segunda-feira (13/05), a criação do Instituto ABBC de Estudos Acadêmicos do Sistema Financeiro (IEASF/ABBC). Em resumo, o instituto tem como finalidade promover pesquisas, estudos e análises independentes sobre questões regulatórias, operacionais e de inovação no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O evento de lançamento do Instituto ABBC ocorreu em São Paulo e contou com a presença de importantes autoridades do Banco Central, incluindo Otávio Damaso, diretor de regulação, Diogo Guillen, diretor de política econômica, e Ailton Santos, diretor de fiscalização, além de representantes do setor financeiro.

O instituto visa auxiliar o amplo desenvolvimento do SFN


O instituto tem como objetivo identificar fragilidades, desafios e oportunidades para o desenvolvimento abrangente do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Firmou-se o primeiro acordo para estudos e pesquisas com o Ibmec, embora outras instituições de ensino também colaborem na elaboração dos materiais.

As pesquisas cobrirão áreas como inovação, segurança cibernética, ativos digitais, blockchain e inteligência artificial. Os resultados desses estudos serão apresentados aos órgãos reguladores do SFN, vinculando a produção acadêmica às questões políticas, econômicas e sociais relevantes.

Durante o evento de lançamento, Jorge Sant’Anna, conselheiro da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), ressaltou a importância de uma análise imparcial do mercado financeiro, especialmente aquela originada no meio acadêmico, e não apenas pelos bancos ou reguladores. O primeiro projeto do instituto será revelado em seis meses e incluirá um seminário aberto ao público para debater possíveis alterações regulatórias e legislativas.

Otávio Damaso, diretor de regulação do Banco Central, enfatizou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do sistema financeiro nacional. Ele apontou para a eficiência crescente do processo de inovação dentro do SFN, que se traduz em inclusão social, e destacou a importância da colaboração acadêmica no aprimoramento das normas prudenciais e do marco regulatório.

Por sua vez, Sílvia Scorsato, presidente da ABBC, declarou que as transformações no sistema financeiro são contínuas e impulsionadas por consumidores em busca de inovações, estando alinhadas com a agenda do Banco Central.

Blockchain Polkadot também lança projeto de capacitação em Web3 no Brasil


A Polkadot anunciou recentemente uma parceria com o Código Brazuca, focada na educação em blockchain. O objetivo é tornar o acesso ao conhecimento e a capacitação em Web3 mais acessível. Neste projeto, selecionarão 125 talentos para participarem de uma capacitação pioneira e gratuita, que inclui tanto aulas presenciais quanto online para programadores interessados no desenvolvimento de tecnologias de blockchain no ecossistema Polkadot.

Dentre os participantes, 25 dos mais talentosos programadores serão para o curso presencial no Rio de Janeiro. Enquanto isso, os outros 100 serão por todo o Brasil para o curso online. Ao longo da capacitação, os alunos mergulharão no ecossistema da Polkadot e terão a chance de concorrer a estágios e posições de trabalho em empresas voltadas para a Web3.

John Rhodel Bartolomé, desenvolvedor de blockchain e BD da Polkadot Brasil, destacou a intenção do projeto: promover as oportunidades que o setor oferece e mostrar como, através do esforço e dedicação, é possível transformar vidas.

Em suma, a formação terá mais de 600 horas de duração, distribuídas ao longo de 8 meses. Ela cobrirá uma ampla variedade de tópicos importantes, incluindo Javascript, Typescript, Rust, e Substrate SDK. O objetivo principal é preparar os participantes para desenvolverem projetos de parachains em testnets.

Por fim, as inscrições já estão abertas e vão até o dia 4 de junho às 23h59, através do site do Polkadot Código Brazuca.

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