Bitcoin rumo a novas máximas após cortes de juros do Banco Central Europeu

Pedro Augusto
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Na quinta-feira (06/06), o Bitcoin (BTC) registrava alta após uma reação inicial moderada à redução de 0,25 ponto percentual nos juros pelo Banco Central Europeu (BCE). Essa medida impactou positivamente a criptomoeda, que atingiu um recorde em reais, aproximando-se de sua máxima histórica de R$ 380 mil. A depreciação do real frente ao dólar contribuiu para esse marco, embora ainda faltem cerca de US$ 3 mil para o Bitcoin alcançar seu pico em dólares. O mercado agora volta sua atenção para futuras indicações sobre política monetária.

No segmento dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista, foi observado um fluxo líquido positivo significativo de US$ 488,1 milhões. O fundo FBTC, da Fidelity, destacou-se com entradas de US$ 220,6 milhões, seguido pelo IBIT, da BlackRock, que teve um ingresso de US$ 155,4 milhões. O GBTC, da Grayscale, também registrou um saldo positivo, com depósitos superando saques e atingindo US$ 14,6 milhões no mesmo período.

Mercado de criptomoedas responde positivamente a sinais de desaceleração econômica nos EUA


Por volta das 11h, horário de Brasília, o Bitcoin registrava uma alta de 0,8% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 71.115. Já o Ether, a criptomoeda da rede Ethereum, apresentava um aumento de 1,1%, alcançando US$ 3.835, segundo informações do CoinGecko. O valor de mercado total das criptomoedas atingiu US$ 2,78 trilhões. Em moeda nacional, o Bitcoin teve uma valorização de 0,66%, cotado a R$ 376.452. Por outro lado, o Ether subia 1,25%, alcançando R$ 20.325, de acordo com dados fornecidos pelo Mercado Bitcoin (MB).

No mercado das altcoins, a Solana teve um aumento de 0,4%, cotada a US$ 172,79. O BNB, token da Binance Smart Chain, valorizou 2%, a US$ 715,81, e a Avalanche registrou alta de 1,7%, a US$ 36,72.

Julio Andreoni, especialista em criptomoedas do Bitybank, explicou que o recente recorde de preço do Bitcoin em reais não foi influenciado apenas pela depreciação do real. Deve-se incluir também os dados dos relatórios de emprego Jolts e ADP dos Estados Unidos, que antecedem o Relatório de Emprego a ser divulgado nesta sexta-feira (07/06). Esses indicadores apontaram para uma desaceleração no mercado de trabalho americano, o que diminui a pressão sobre a inflação.

A desaceleração econômica está gerando expectativas de cortes nos juros nos Estados Unidos, conforme observado por muitos analistas que preveem a primeira redução já para novembro. Andreoni explica que, se isso realmente acontecer, é provável que os investidores comecem a migrar seus investimentos de ativos considerados mais seguros, como títulos do governo, para ativos mais arriscados, incluindo ações e criptoativos.

Fluxos massivos em ETFs de Bitcoin podem levar a novos recordes de preço


André Franco, head de research do MB, enfatizou que durante a recente captação recorde, os ETFs de Bitcoin adquiriram 12 mil BTCs, gerando um fluxo positivo de quase US$ 900 milhões para esses fundos na última terça-feira (04/06). Ele considera esse volume particularmente significativo, apontando que é quase 30 vezes a produção atual de Bitcoin. Franco avalia que, se essa tendência de entrada de recursos persistir, é inevitável que o preço do Bitcoin aumente.

Fernando Pereira, analista da Bitget, projetou que o índice acionário americano S&P 500 poderá apresentar uma alta entre 2,5% e 5% nos próximos dias. Como resultado, isto poderia impulsionar o Bitcoin em 12%, podendo alcançar pela primeira vez o patamar de US$ 80 mil. Ele destaca que a baixa volatilidade semanal do Bitcoin, atualmente em 22%, historicamente precedeu grandes movimentos de preço. Pereira antecipa que um movimento expressivo, seja de alta ou de baixa, está iminente. Ele indica que um período de consolidação do mercado pode estar chegando ao fim.

Por fim, no setor de notícias de criptomoedas, reportou-se que a plataforma de trading Robinhood firmou um acordo para adquirir a exchange de criptomoedas Bitstamp por US$ 200 milhões. Em suma, esse movimento é parte de uma estratégia maior da Robinhood para expandir suas operações para além dos Estados Unidos.

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