Criptomoeda brasileira ganha espaço entre as mais negociadas

Gabriel Gomes
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criptomoeda brasileira

Recentemente, uma criptomoeda brasileira entrou na lista das mais negociadas pelos investidores do país. Ainda é cedo para dizer se sua presença lá será duradoura ou não, já que existem criptomoedas que sempre estão entre as mais negociadas pelos investidores brasileiros, e outras que entram e saem do radar deles.

Este e outros dados interessantes podem ser obtidos graças à Instrução Normativa n.º 1888, da Receita Federal, publicada em 07 de maio de 2019 no Diário Oficial da União. A norma estabeleceu a obrigatoriedade de fornecimento à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil de informações sobre transações com criptomoedas.

Com isso, deu origem a uma fonte de informações sobre o comportamento dos investidores brasileiros em criptomoedas, embora ela descreva o passado relativamente recente em vez de retratar o presente.

Investidores brasileiros negociam R$ 1 bi a menos em fevereiro


O volume negociado declarado pelos investidores relativo a fevereiro foi R$ 1,1 bilhão de reais inferior ao do mês anterior. Parte dessa queda, R$ 290 milhões de reais, refere-se às grandes stablecoins.

No entanto, a maior parte da diminuição do volume negociado deve-se a ativos digitais mais voláteis. Interessantemente, o Bitcoin foi uma exceção a essa tendência, já que as negociações com ele aumentaram em R$ 10 milhões de reais de janeiro a fevereiro e ultrapassaram o patamar de R$ 1 bilhão de reais.

A segunda maior criptomoeda em capitalização de mercado, o Ether, experimentou uma pequena redução de cerca de US$ 26 milhões de dólares no volume negociado em fevereiro em relação a janeiro.

As operações dos investidores brasileiros com Ether totalizaram R$ 228,5 milhões de reais. A MATIC, com negociações de pouco menos de R$ 100 milhões de reais, foi a altcoin que teve o maior aumento de volume transacionado em termos absolutos, correspondendo a uma variação de mais de 65% entre os meses de janeiro e fevereiro.

Da lista das 10 criptomoedas mais negociadas pelos brasileiros em fevereiro, duas não estavam na lista de janeiro: a criptomoeda brasileira Wibx e o Chainlink. Duas que estavam na lista de janeiro, Dogecoin e Uniswap, não entraram na de fevereiro.

Conheça melhor algumas das criptomoedas mais negociadas pelos brasileiros


Polygon MATIC

MATIC é uma criptomoeda que faz parte do ecossistema Polygon, uma plataforma de blockchain que tem como objetivo melhorar a escalabilidade do Ethereum. Com a utilização do MATIC, os usuários podem realizar transações mais rápidas e com taxas menores do que no Ethereum, tornando a plataforma mais acessível e eficiente.

Além disso, a Polygon oferece uma série de soluções para desenvolvedores, como ferramentas de desenvolvimento de aplicativos descentralizados (dApps) e integração com outros blockchains.

O crescimento do ecossistema Polygon tem impulsionado o valor do MATIC, que vem se destacando no mercado cripto como uma opção interessante para quem busca uma alternativa ao Ethereum.

Chainlink

Já o Chainlink é uma plataforma blockchain que tem como objetivo conectar contratos inteligentes a fontes de dados externas. Ela usa uma rede de oráculos para fornecer dados confiáveis e precisos a esses contratos, o que ajuda a resolver o problema da confiabilidade dos dados no blockchain.

Isso torna a Chainlink uma plataforma importante para a adoção de contratos inteligentes em diversas áreas, como finanças, seguros e logística.

Além disso, a plataforma oferece flexibilidade na escolha das fontes de dados e permite a integração com outras plataformas de blockchain. Sua criptomoeda é usada como um incentivo para os oráculos da rede.

Dogecoin

Dogecoin é uma criptomoeda que ganhou popularidade em 2021 devido a tweets de Elon Musk e outras celebridades. Criada em 2013, a Dogecoin começou como uma piada baseada no meme do cachorro Shiba Inu, mas desde então tem sido usada como meio de pagamento e também para doações.

Sua emissão não é limitada e sua blockchain é baseada no mesmo protocolo do Litecoin. Ainda assim, muitos questionam sua utilidade real e a sustentabilidade de seu valor a longo prazo.

Uniswap

Já a Uniswap é uma plataforma de troca descentralizada construída na blockchain Ethereum que permite a negociação de tokens ERC-20 sem a necessidade de intermediários.

Lançada em 2018, a Uniswap utiliza um modelo automatizado de mercado (AMM) para determinar preços e garantir a liquidez dos pares de tokens.

Seu token nativo, o UNI, é usado para governança e incentivos de liquidez na plataforma. A Uniswap tem sido uma das principais plataformas de DeFi, com volumes de negociação diários que ultrapassam bilhões de dólares.

Criptomoeda brasileira WiBX aparece como novidade entre as mais negociadas


criptomoeda brasileira Wibx

A plataforma WiBX se apresenta como um espaço em que empresas e organizações podem aumentar seu engajamento com o público e, consequentemente, expandir seus negócios.

Os clientes transformam-se em pequenos influenciadores e, no processo, podem acumular tokens que podem ser usados para adquirir produtos e serviços e investir.

Durante o período de 2019 a 2021, foi possível observar um engajamento superior a 3 milhões de indivíduos em relação às campanhas promovidas pelas marcas cadastradas na plataforma.

O que difere as campanhas é a parametrização baseada em fidelização, em vez de cliques. Através do compartilhamento de suas marcas favoritas nas redes sociais, os consumidores se tornam leais a elas.

A criptomoeda da plataforma, também chamada de Wibx, sofreu um expressivo aumento de volume negociado. Em janeiro, os investidores movimentaram R$ 8 milhões de reais da moeda.

Em fevereiro, o volume correspondente, R$ 19,7 milhões de reais, foi mais de 140% superior, o que levou a WBX ao oitavo lugar entre as moedas digitais mais negociadas pelos brasileiros.

Projeto de criptomoeda brasileira WiBX já tem alguns anos no mercado


Lançado em 2019 por uma equipe brasileira, o WiBX é um utility token, o qual tem como objetivo promover a descentralização na publicidade. O intuito é proporcionar um engajamento entre os usuários e suas marcas favoritas, além de possibilitar a troca por produtos e serviços por meio da wallet do WiBX.

Através dessa wallet, também é possível adquirir os produtos que foram divulgados pelos usuários. A proposta é que o WiBX seja uma criptomoeda que transforme o universo dos influenciadores através de um sistema de recompensas.

Quando o usuário divulga algum produto ou serviço de marcas participantes da plataforma, ele recebe um token WiBX, que pode ser usado na aquisição de produtos ou serviços ou negociado em alguma exchange. O processo de aquisição dos tokens através da divulgação de produtos e serviços é validado pela tecnologia blockchain.

WiBX na mídia


No início de fevereiro deste ano, a revista Isto é Dinheiro publicou um artigo sobre a inclusão da criptomoeda WiBX na lista da LBank, uma das 20 maiores exchanges do mundo.

O texto destacou que, diferentemente da maioria das criptomoedas negociadas atualmente, o sucesso da WiBX não foi impulsionado por especulação, mas sim pela construção de uma base sólida em tecnologia e diversidade de aplicações em setores como indústria farmacêutica, jogos e entretenimento.

Essa abordagem, que vai contra a natureza anárquica do mercado cripto, atraiu investidores mais conservadores e um grupo de conselheiros de renome, incluindo Caco Alzugaray, Walter Longo, Caio Mesquita e Roberto Justus.

Vagner Sobrinho, co-fundador e vice-presidente da Wiboo Cria, fintech responsável pelo lançamento da criptomoeda brasileira WiBX, afirmou àquele site que o mercado cripto havia passado por um período importante de amadurecimento nos últimos anos.

Ademais, ressaltou que era possível perceber que os investidores estavam cada vez mais em busca de ativos que não só tivessem a capacidade de sobreviver a crises e enfrentar as regulamentações do mercado, mas que também estivessem bem posicionados em setores lucrativos e em crescimento, visando valorizações expressivas nos próximos anos.

Ainda é cedo para que se possa dizer se o Wibx continuará crescendo e quanto sucesso a plataforma a que ela está ligada obterá, mas os resultados, no momento, parecem auspiciosos.

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