Foco no longo prazo: 61% dos investidores brasileiros não pretendem vender Bitcoin

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Foco no longo prazo: 61% dos investidores brasileiros não pretendem vender Bitcoin

A corretora cripto Bitget divulgou na segunda-feira (27) uma pesquisa com 500 clientes do Brasil. Segundo os dados do estudo, a maioria dos investidores em criptomoedas no país segue a estratégia de manter suas posições em Bitcoin (BTC).

O estudo mostrou que 61,2% dos investidores brasileiros não pretendem vender seus fundos em BTC. Portanto, isso sugere um otimismo no mercado pós-halving.

Além disso, a pesquisa mostra que 59,2% dos entrevistados compraram a criptomoeda antes do evento, que ocorreu em 20 de abril deste ano.

Por fim, o relatório da corretora mostrou que somente 22,4% dos entrevistados pensam em vender seus bitcoins. Além disso, 16,3% se mostraram em dúvida quanto aos próximos passos no mercado.

Estudo mostra uma maior satisfação dos investidores


Outro dado que o estudo trouxe é a satisfação dos investidores com os investimentos em Bitcoin. Afinal, 42,9% disseram estar satisfeitos, contra 24,5% que disseram estar insatisfeitos. Além disso, 32,7% responderam que estão indiferentes.

Por fim, a pesquisa mostrou o otimismo dos investidores brasileiros em relação à melhora da criptomoeda. Afinal, o estudo revelou que 51% dos participantes consideram a posição em Bitcoin melhor na comparação com a de outros criptoativos.

Além disso, apenas 20,4% acham que a situação piorou. Outros 28,6% disseram não ver mudança significativa.

Halving aumentou confiança no Bitcoin


Os investidores responderam por e-mail ao questionário da Bitget, que trazia o título “Sobre suas impressões e expectativas após o recente halving”.

As respostas dos investidores sobre como o halving afetou sua confiança no ativo digital mostram uma divisão clara.

Afinal, dentre os entrevistados, 42,9% disseram acreditar em um aumento da confiança após o evento. Por outro lado, houve um mesmo percentual de pessoas respondendo que não acreditam em mudanças nesse sentido.

Apenas 14,3% disseram que a confiança diminuiu após o halving.

Além disso, o percentual dos investidores que consideraram haver uma melhora na percepção pública do Bitcoin após o halving foi de 46,9%. Por outro lado, 38,9% não acreditam que houve mudança e apenas 14,3% responderam que a percepção piorou.

Por fim, os entrevistados responderam sobre a estabilidade do BTC após o evento de abril. Para 26,5% deles, o halving ajudou a aumentar a estabilidade. Enquanto isso, 24,5% acham que ela diminuiu.

Dados da pesquisa corroboram tendência mundial


O diretor de expansão da Bitget na América Latina, Maximiliano Hinz, comentou os resultados da pesquisa. Segundo ele:

“Os dados da pesquisa demonstram que os investidores brasileiros têm uma perspectiva confiante e de longo prazo em relação ao Bitcoin. A maioria dos nossos clientes não só investiu antes do halving, mas também planeja manter seus investimentos, o que indica uma crença sólida no potencial de valorização da criptomoeda. Este comportamento é um indicativo positivo para o mercado cripto como um todo.”

Aliás, o cenário brasileiro está em sintonia com o que ocorre no resto do mundo. Afinal, segundo dados da plataforma Glassnode, na semana passada, o número de unidades de Bitcoin em exchanges caiu para o menor nível nos últimos seis anos.

Portanto, na prática, isso significa que os investidores não pretendem vender seus ativos digitais, mas sim segurá-los como reserva a longo prazo.

Brasil é um dos 10 países que mais adotam criptomoedas


De acordo com dados da Receita Federal, o Brasil tem cerca de 4,1 milhões de pessoas físicas investindo em criptomoedas. Além disso, 92.105 empresas locais investem no setor.

Outro dado importante é que o país está entre os 10 países que mais adotam criptoativos. Essa posição aparece num ranking publicado pela Chainalysis, empresa de análise de dados de blockchain.

Portanto, isso mostra como a popularidade e aceitação das criptomoedas cresceu no Brasil. Afinal, o país se posiciona como um dos líderes mundiais no mercado de ativos digitais.

A estratégia de longo prazo dos brasileiros é bastante comum entre os investidores mais antigos de criptomoedas. Portanto, nossos investidores mostram que o mercado local tem se mostrado cada vez mais robusto e maduro.

Segundo destacou a Bitget, o cenário da pesquisa mostra “uma predominância de satisfação ou neutralidade, refletindo a maturidade dos investidores e resiliência perante as flutuações do mercado cripto”.

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