O cofundador da BitMEX, Arthur Hayes, é poupado da prisão

Nos EUA, o cofundador da BitMEX Arthur Hayes foi condenado a dois anos de liberdade condicional e passará os primeiros seis meses de sua sentença em confinamento domiciliar.

Conforme relatado, Hayes e dois outros cofundadores da BitMEX, Benjamin Delo e Samuel Reed, se declararam culpados de violar a Lei de Sigilo Bancário ao não estabelecer, implementar e manter um programa de combate à lavagem de dinheiro na bolsa. Cada um deles concordou em pagar separadamente uma multa criminal de US$ 10 milhões.

Permitir que Hayes fique fora da prisão "enviaria uma mensagem para ele de que o custo de fazer negócios é apenas uma multa, e ele poderia continuar a violar a lei por quantias enormes e pagar qualquer multa", disse o procurador assistente dos EUA Samuel Raymond. O juiz distrital John Koeltl em Manhattan pronunciou a sentença, segundo Bloomberg. 

O advogado de Hayes, James Benjamin, disse que os promotores estavam tentando fazer do caso um "referendo sobre princípios abstratos que procuram endossar", buscando uma "sentença draconiana" para justificar a política dos EUA, segundo o relatório.

Enquanto isso, o ex-CEO teria dito ao juiz que assumiu “total responsabilidade” por seu papel no fracasso da BitMEX em implementar as medidas e que está “pronto para virar a página e começar de novo”.

Delo está programado para ser sentenciado em junho e Reed em julho. Enquanto isso, o ex-chefe de desenvolvimento de negócios da BitMEX, Gregory Dwyer, se declarou inocente e deve ser julgado em outubro, segundo o relatório.

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