TSE mantém proibição de doações em cripto para partidos e candidatos políticos

Pedro Augusto
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TSE

As autoridades brasileiras mantiveram a proibição do uso de doações em criptomoedas para financiar partidos políticos e campanhas eleitorais no país. Em uma decisão publicada em seu site, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que iria “manter” a “proibição do uso de doações feitas em criptomoedas”.

Em suma, a decisão do TSE abrange o período até as eleições municipais de 2024, que estão marcadas para o dia 6 de outubro deste ano. Um segundo turno está previsto para o dia 27 de outubro.

TSE visa proteger as eleições contra práticas irregulares


Os brasileiros vão às urnas em outubro para votar em prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em mais de 5.500 regiões. A nova decisão atualiza efetivamente as regulamentações existentes sobre o financiamento de campanhas políticas. O TSE escreveu:

“O pagamento de despesas eleitorais com moedas virtuais e cartões pré-pagos gerenciados por terceiros está proibido.”

TSE
Sede do tribunal eleitoral brasileiro.
Fonte: Senado Federal

O TSE explicou suas razões para manter a proibição, alegando que suas regras “visam garantir a transparência e o rastreamento adequado das doações feitas para campanhas políticas.” Ele disse que a decisão foi tomada “de acordo” com seus “requisitos legais e de prestação de contas.”

Além disso, o regulador eleitoral afirmou que suas regras atualizadas reforçariam seu “compromisso de supervisionar a justiça do processo eleitoral.” Por fim, acrescentou que continuaria a “proteger as eleições contra práticas irregulares ou ilícitas.”

Bancos devem lidar com doações políticas, diz regulador


As regras estipulam que doações no valor de mais de R$ 1.064,10 “devem ser feitas apenas por transferência bancária” e estarão sujeitas a verificação cruzada. “Todas” as doações em criptomoedas, mesmo contribuições de valor inferior a R$ 1.064,10, continuam proibidas. O TSE proibiu explicitamente o uso de criptomoedas como ferramenta de doações pela primeira vez em dezembro de 2019.

Desde então, atualizaram-se suas diretrizes em várias ocasiões e, em cada caso, o regulador proibiu explicitamente as doações em criptomoedas. Membros da comunidade de criptomoedas esperavam por uma mudança, sobretudo considerando a taxa fenomenal de adoção no Brasil e na região mais ampla da América Latina.

Regulador ordena que candidatos cumpram as regras

O TSE também instruiu todos os candidatos a detalharem suas despesas e rendimentos doados em declarações financeiras obrigatórias. O órgão alertou que aqueles que não cumprirem suas regras poderão enfrentar censura do Ministério Público e do próprio sistema judiciário.

Por fim, no mês passado, o Nubank, o maior neobanco do país e a terceira maior empresa do Brasil em valor de mercado, anunciou que começaria a permitir que seus clientes fizessem retiradas de Bitcoin e Ethereum através do seu aplicativo bancário.

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