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Novo projeto de lei dos EUA pode exigir que mineradores de cripto relatem emissões de gases de efeito estufa

Nos EUA, legisladores pertencentes ao Partido Democrata apresentaram um projeto de lei que, se aprovado, exigirá que os mineradores de criptomoedas que usam mais de 5 MW de energia informem quanto emitem de gases causadores do efeito estufa.

O projeto de lei em questão, cujo nome pode ser traduzido como Lei de Transparência Ambiental dos Criptoativos, foi apresentado pelo senador Ed Markey e pelo representante (equivalente a um deputado federal) Jared Huffman, mas teve também assinatura de outro democrata, o senador Jefferson Merkley, que se tornou co-sponsor (apoiador ou co promotor) da medida.

Projeto tem apoio de entidades ambientalistas

Em um comunicado à imprensa que pode ser lido em seu site, o senador Markey afirmou que o projeto que apresentou, o qual tem apoio de entidades ambientalistas como o Sierra Club e o Seneca Lake Guardian, além de exigir que os mineradores revelem as emissões de gases do efeito estufa por que são responsáveis, também determinará que a Agência de Proteção Ambiental realize um estudo abrangente dos efeitos da mineração de criptomoedas nos Estados Unidos.

Para o legislador, que preside o Subcomitê de Ar Limpo, Clima e Segurança Nuclear do Comitê de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado, o projeto é um importante passo para que seja compreendida a real extensão dos efeitos da atuação dos mineradores de criptomoedas sobre o ambiente e sejam atribuídas a eles as devidas responsabilidades.

Markey lembrou que Nova Iorque recentemente se tornou o primeiro estado americano a adotar uma moratória no uso de combustíveis fósseis na mineração de criptomoedas. Jared Huffman, que preside o Subcomitê de Água, Oceanos e Vida Selvagem do Comitê de Recursos Naturais da câmara baixa do Legislativo estadunidense, também emitiu um comunicado à imprensa. 

Nele, afirmou que a atuação de ricas companhias de mineração de criptomoedas mina os esforços sendo feitos contra a Mudança Climática, ao pôr lucros delas acima das possibilidades da energia limpa, além de ameaçar a segurança da rede elétrica e provocar aumentos de tarifas energéticas, que as famílias de classe trabalhadora terão que pagar.

Aqui está o texto da Lei de Transparência Ambiental dos Criptoativos (em inglês).

O comunicado do Senador Markey citou a opinião de Scott Faber, Vice-Presidente Sênior de Assuntos Governamentais do Grupo de Trabalho Ambiental (uma organização não-governamental que combate leis e práticas danosas ao Meio Ambiente ou à saúde humana) sobre criptoativos como o Bitcoin.

Segundo Faber, o desperdício de energia é inerente a ativos digitais como o Bitcoin, que usa o método de consenso proof-of-work. A produção deles, explica, exige cada vez mais eletricidade em um momento em que é importante que usemos a energia de formas cada vez mais eficientes.

Setor cripto já apresenta soluções para as questões climáticas

Apesar do pesado impacto das exigências energéticas de criptomoedas como o Bitcoin sobre o Meio Ambiente, outras podem ajudar no combate à Mudança Climática. Um exemplo é o IMPT, token concebido para ser usado na compra de créditos de carbono, que podem ser listados para venda por quem os adquirir.

Dessa forma, simplifica-se o processo de investimento em créditos de carbono, que são um elemento fundamental nos esforços de transição para energia limpa, e coloca-se a serviço da credibilidade do processo a segurança e a transparência proporcionadas pela tecnologia blockchain.

Além disso, o IMPT não é minerado. Ele é emitido pela plataforma IMPT.io e deverá ter um suprimento total não superior a 3 bilhões de tokens. Atualmente, o IMPT acabou de terminar a sua pré-venda, que arrecadou o equivalente a mais de US$ 16 milhões de dólares do ativo. Em 14 de dezembro deste ano, a criptomoeda passará a ser listada em três exchanges, Changelly Pro e LBank, que são centralizadas, e a Uniswap, que é descentralizada.
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