Itaú lança negociação de Bitcoin e Ethereum em sua plataforma

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Banco Itaú
Itaú Unibanco (fonte: Unsplash)

O Itaú Unibanco liberou a negociação de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) na íon, sua plataforma de investimentos. A opção apareceu nesta segunda-feira (04/12) para os usuários. Com isso, o maior banco privado do Brasil se torna o primeiro, entre os mais tradicionais, a oferecer esse tipo de produto.

Havia expectativas sobre a oferta de compra e venda de moedas digitais no íon desde 2022, quando a Itaú Digital Assets anunciou a oferta de custódia de criptoativos. Em junho deste ano, o banco ingressou na Associação Brasileira da Criptoeconomia (Abcripto).

Como funciona a negociação cripto no Itaú


A negociação de criptomoedas do Itaú funciona com custódia própria. Portanto, segue o mesmo modelo das exchanges. A opção será liberada aos poucos para os usuários do íon. Portanto, nem todos terão acesso imediato.

Inicialmente, os clientes cadastrados no app podem adquirir a partir de R$ 10 em cripto. Ao alegar razões estratégicas, o banco não divulgou os critérios de seleção dos usuários que terão acesso prioritário.

Esse não é o primeiro movimento do Itaú no mercado de ativos digitais. Desde o ano passado, o banco oferece aos seus clientes fundos de criptomoedas. Além disso, a empresa tem participado do projeto-piloto voltado à implementação do Drex — o real digital — junto ao Banco Central (BC).

Como é a custódia de BTC e ETH no íon


Em entrevista ao Valor Econômico, o chefe da Itaú Digital Assets, Guto Antunes, detalhou a forma como as moedas são custodiadas pelo banco. Segundo ele, os ativos ficam em carteiras individuais. Ou seja, há segregação patrimonial.

No entanto, a instituição não dá aos usuários o acesso às chaves privadas. Da mesma forma, como explica Antunes, não é possível fazer transações em BTC e ETH para ou a partir de uma carteira.

No primeiro momento não vamos disponibilizar “wallet in” e “wallet out”. O mais importante é que assim como quando você deixa seu dinheiro na conta do banco terá a garantia do balanço do Itaú como segurança dos valores investidores.

Mercado aguarda regulação do Banco Central


O Itaú não deu qualquer previsão sobre o lançamento de outros ativos digitais para negociação no íon. O objetivo inicial deve ser a consolidação da oferta de Bitcoin e Ethereum — as duas criptomoedas com maior captação atualmente.

O maior banco do Brasil entrou no mercado para bater de frente com concorrentes de peso. No Brasil, alguns dos principais players incluem a Binance e empresas locais como MB (Mercado Bitcoin), Foxbit e Mynt (do BTG Pactual).

Por outro lado, há empresas que deixaram de oferecer o produto. Um exemplo é a XP, que descontinuou o Xtage recentemente. A plataforma oferecia a negociação de BTC, ETH e outras cinco criptomoedas.

O PicPay também deixou de lado seus serviços de criptomoedas no último mês. Diferentemente da XP, que não deu qualquer justificativa para o encerramento, a empresa pertencente à J&F citou incertezas em termos de regulação.

Então, o lançamento do novo produto pelo Itaú parece uma decisão ousada. Principalmente, devido ao diferencial da custódia própria. No entanto, com a alta recente do Bitcoin e de outras moedas, além do avanço do Drex, parece surgir em um momento promissor do mercado brasileiro de criptoativos.